Mercedes-Benz CLA 45 AMG,
Assim como a maioria dos fabricantes de automóveis premium, a Mercedes-Benz quer sair por cima da crise econômica que afeta boa parte da Europa. A estratégia é a mesma que a das outras montadoras de luxo: explorar mercados mais fortes (Estados Unidos) em franco desenvolvimento (China e, por consequência, Brasil) e atrair público novo com carros mais modernos e baratos (em comparação ao restante da linha atual da própria Mercedes e de alguns rivais).
A arma principal da marca alemã para esta "guerra" é o nova Classe A: além de renovado, o modelo agora é a base de uma família composta, além do próprio hatch, pelo sedã CLA e ainda pelo GLA, SUVinho da marca que, espera-se, deve aparecer em sua versão definitiva durante o Salão de Frankfurt, ainda este ano. E de suas derivações esportivas, desenvolvidas pela divisão de performance AMG.
COMO ELE É
COMO ELE É
Visualmente o CLA 45 AMG é semelhante ao hatch A 45 AMG, mostrado mundialmente em março, durante o Salão de Genebra, mas com diferenças notáveis. Na dianteira, os faróis são mais afilados, o capô conta com vincos centrais salientes. No geral, o sedã esportivo tem estilo mais abrutalhado que o hatch -- a ponto de parecer mais colado no chão (a altura dos dois carros, porém, é a mesma).
Interior agradável, esportivo e espaçoso, apesar de estarmos falando de um compacto, é um dos trunfos do sedã. São 2,70 metros de entre-eixos em 4,70 m de comprimento -- lembre-se: o arqui-rival Audi A3, lançado globalmente na última semana na Hungria, é mais curto, com 4,46 m, e menos espaçoso, com 2,64 m de entre-eixos.Acabamento refinado segue a receita de todo Mercedes, com realces esportivos em fibra de carbono, camurça e couro, além do plástico de boa qualidade. O sistema multimídia é intuitivo.
Banco do motorista oferece ótima posição de dirigir, que agrada tanto aos puristas -- no caso de esportivos, estes preferem ficar colados ao assoalho -- quanto aos "pilotos" menos experientes. O espaço traseiro é surpreendentemente bom para três pessoas, ainda que mais para os pés que para as cabeças, por conta da curvatura do teto, esforço dos engenheiros para dar ares de cupê ao modelo.
Voltando ao exterior, a silhueta lateral é musculosa e inovadora, o que provavelmente exigiu muito esforço dos designers tradicionalistas da marca. A traseira lembra a de um CLS -- não à toa, executivos da Mercedes da Alemanha não paravam de chamar o carro de "baby CLS". As lanternas compostas por LEDs são angulosas, bonitas e formam desenho agressivo quando acesas.
As suspensões (do tipo McPherson na dianteira e multibraços na traseira) são duras como a de qualquer esportivo, mas se tornam mais amigáveis quando o modo de condução é mais calmo. Independente disso, no Brasil, o conjunto sofreria, principalmente quando equipado com as rodas de 19 polegadas de perfil baixo (235/35), opcionais.
Em trechos sinuosos e de bom asfalto, porém, a rigidez da suspensão é bem-vinda: o CLA AMG sabe fazer curva como seus irmãos maiores. O ronco que sai da dupla saída de escape a cada troca de marcha (no modo Sport) é viciante.
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